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Direito de Resposta

Primeiro: eu não tenho nada contra as editoras que se revoltaram contra mim após os meus comentários feitos recentemente durante um bate-papo no Twitter, como também não tenho nada contra qualquer autor nacional que por elas publicam.
Segundo: admito que fiz besteira ao apontar de forma generalizada o que vejo por aí.
Terceiro: publicar ou não minhas coisas não me interessam nem um pouco, pois escrevo meramente porque gosto; quase tudo que escrevi está em gavetas e caixas, sem qualquer pressa para ver visto por leitores.
E bem, vamos ao pedido formal de desculpas.
Não sou um garoto que fala por aí sem assumir o que fez; pelo contrário: assumo a responsabilidade por cada palavra, assim como a certeza de que fui injusto ao generalizar nos exemplos, mas em momento algum citei o nome de qualquer editora das que se irritaram. Se apontei algo, referi-me às grandes editoras, coisa que não apenas eu, mas outros autores também façam.
Tampouco há em mim a ânsia de escrever algo para agradar alguém ou que seja imediatamente publicado, por isso as indiretas sofridas em nada me feriram o ego; sou um escrevinhador sem qualquer pretensão de atingir a fama com o que escrevo ou ser melhor do que ninguém; nunca aprecio o que escrevo, nem fico por aí me elogiando ou me vangloriando e criticando as editoras que ou não me responderam ou me negaram alguma publicação. Creio que três quartos do que escrevo nunca seja sequer lido por alguém; desse um terço, menos da metade talvez seja publicado em vida — ou morte, tanto faz.
Mas, o que gerou tanta confusão para meu lado?
Desde o ano passado eu “apadrinho” alguns jovens autores, todos encontrados pelas redes sociais e blogs, pessoas comuns, amigos. Vi em cada um deles um talento incrível e digno de ser incentivado e explorado (no bom sentido), e foi o que fiz: apoiei-os a escreverem, li, comentei, revisei, aconselhei, acabei me tornando muito próximo de alguns deles. E cada vez que me aprofundava em suas literaturas, percebia o quanto teriam dificuldades em acharem editora, em conseguirem publicar o que escreviam. Então, me comprometi a ajudá-los em tudo o que me fosse possível.
Quando soube o que um desses jovens (que tem quase a minha idade) escrevia, uma história de literatura fantástica homossexual de um rapaz e um boto, surgiu em mim o dever de pedir opinião de outras pessoas; logo surgiu uma discussão calorosa e eu apontei fatos das grandes editoras; outros autores apontaram suas experiências e assim a caixa de Pandora se formou.
A partir daí as coisas ganharam medidas imensas, e eu observei a tudo, as indiretas, sem protestar, afinal todos têm o direito de falar o que quer e o dever de ouvir o que não quer. Admito que ri de vários comentários, irritei-me diante de outros; apenas observei. E assim me tornei a persona non grata das editoras.
Seis autores amigos vieram até mim e me aconselharam, algo que me mostrou que eu estava indo longe demais por besteira de minha parte.
Sem melodrama, aceito de frente as consequências do que comentei, aceito cada crítica e recusa. Também aceito o afastamento de qualquer projeto que eu esteja envolvido por parte das editoras ofendidas, sem me sentir com isso mais ou menos escritor do que antes; como alguém mencionou numa das indiretas, quem eu sou mesmo para me achar escritor? (Este comentário me fez rir de verdade.)
Certo, espero que tenha sido capaz de dar minha versão, pedindo desculpas às editoras que se sentiram de alguma forma atacada por mim, assegurando-as que não terão de se preocupar quanto aos meus originais, pois não serão apresentados. Também me disponibilizo a receber críticas de quem se sentir no direito.
Por fim, peço desculpas em especial a um grande amigo, que antes de dar um conselho severo, teve a preocupação de perguntar se eu estava com as minhas rotineiras crises depressivas.

Alec Silva

1 Comment:

  1. Samila Lages said...
    Opa, fiquei muito curiosa, por favor, me conte detalhes em off...
    samila.lages@ gmail.com

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