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Olá, amigos, seguidores, leitores e visitantes!


Cá estou, postando uma coisinha que achei muito interessante, vinda do amigo Eric Mus(ashi), e espero que sejam do interesse de todos.

Trata-se de um concurso cultural de vídeos, no qual pagará aos vencedores, em três posições, prêmios em dinheiro. Legal, não? Quer participar? Segue as dicas, retiradas diretamente do blog da obra.

Fanart de Celly Monteiro

1. Para concorrer, é necessário elaborar um vídeo de divulgação da obra.

2. É necessário que o vídeo tenha imagem e som.

3. A escolha do que será representado é livre, desde que relacionado à temática da obra, tanto o primeiro livro, De Lutas e Ideais, quanto o segundo, A Mão do Destino.

4. O vídeo deve ser postado no youtube. O autor, porém, é livre para postá-lo noutros lugares.

5. No ato da inscrição, feita por e-mail, o autor deve se identificar, colocando também o link de onde o vídeo foi postado. A mensagem deve ser enviada para o endereço ericmusashi@gmail.com

6. É permitido participar com mais de um vídeo, ou em mais de uma etapa do concurso, ficando a cargo do participante decidir quantos vídeos produzirá e inscreverá.

7. Os vídeos serão julgados por uma banca formada por três pessoas, recebendo notas de 1 a 5 nos seguintes critérios:
a. Criatividade
b. Originalidade
c. Fidelidade ao objetivo proposto
d. Combinação áudio/vídeo
A soma resultará numa nota de 4 a 20 pontos. O vídeo de maior pontuação será o vencedor da etapa. Em caso de empate, aquele que tiver pontuação maior no critério A, vence. Persistindo a igualdade, passa-se ao B, e assim sucessivamente.
Ainda restando candidatos empatados, a banca votará até que reste apenas um vídeo.

8. O vencedor de cada etapa estará automaticamente classificado para a grande final. Isso não o impedirá de seguir concorrendo. Para a final, ele poderá inscrever um novo vídeo, se for de sua escolha, ou fazer ajustes no seu.

9. Os vencedores de cada etapa serão revelados nos dias:
30 de setembro (primeira eliminatória)
28 de outubro (segunda eliminatória)
30 de novembro (terceira eliminatória)

10. A finalíssima se dará dia 02 de dezembro. Os vencedores serão contatados para enviarem dados para o recebimento dos prêmios. Caso algum dos vencedores não se manifeste no prazo de sete dias, o prêmio que lhe cabia será dividido entre os outros vencedores. No caso de nenhum vencedor responder, aqueles que ficaram em segundo lugar em cada uma das eliminatórias será convocado para uma nova final, em data posteriormente anunciada.

11. Caso um mesmo candidato tenha vencido duas etapas, ele participará da finalíssima com seus dois vídeos vencedores, e será premiado em duas posições. Na situação rara de um mesmo candidato ser nomeado em todas as etapas, ele receberá os três prêmios.

12. Os prêmios são de:
R$ 700,00 para o primeiro colocado
R$ 200,00 para o segundo colocado
R$ 100,00 para o terceiro colocado

Esta postagem estará em todos os meus blogs, devido a importância que possui tanto em termos culturais e artísticos quanto em termos sociais.
Dia 13 de julho, como alguns devem saber, comemora-se o Dia Mundial do Rock, uma das datas mais fodásticas. Motivos? Veja o que nos diz a boa e querida Wikipédia:


Em 13 de julho de 1985Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres, na Inglaterra e na Filadélfia, nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The WhoStatus QuoLed ZeppelinDire StraitsMadonnaQueenJoan BaezDavid BowieBB KingMick JaggerStingScorpionsU2Paul McCartneyPhil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
No Live 8 o Grupo de Rock Britânico Pink Floyd tocou junto, depois de 20 anos de separação.
Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.


Traduzindo: só teve fera! E foi por uma boa causa, e não para promover a baixaria, a sem-vergonhice, como ocorre em muitos eventos por aí afora. Bacana, não?

E eu, como um roqueiro em estado experimental, não poderia de deixar de postar alguma coisa sobre esta data tão especial e que nos orgulha (a nós, roqueiros, independente de qual estilo ou vertente). Como não quero (e nem ouso) contar a longa e consagrada história do rock.

Então, olhando minha longa lista de músicas e bandas aqui, resolvi mencionar algumas que são bem interessantes e me inspiraram a escrever, seja um poema, seja um conto ou um livro maior. É apenas uma pequena dose, se comparada a infinidade de variedades que temos por aí.

Atualmente escrevo um romance que possui fortes elementos dos contos de fadas (favor, consultar postagens sobre o assunto), sendo sombrio e violento, com toques sensuais e lendários. Adotei os sons do Gothic Metal, Progressive, Black, Power e Symphonic. Exemplos: Within Temptation, Evanescense, Visions of Atlantis, Nightwish, Hydria, Myrath, Powerwolf, Almah, Angel Dust, Moonspell.

Recentemente, contudo, estava ouvindo U2, Scorpions, Bob Dylan e Duran Duran para um livro de aventura (nada a ver, eu sei, mas era o que me ajudava a escrever).

Baseando-me no que já escrevi e no que ouço, posso recomendar a seguinte lista a quem quer escrever ou ler um determinado gênero literário:

  • Aventura: Uma boa pedida talvez seja Shaman, Angra, Powerwolf, Opeth, Moonspell, Myrath e bandas que puxem ao Progressive, Power, Black ou Alternative. Linkin Park é uma boa também. Se a aventura for mais sombria, ouça Vader, se tiver coragem, ou  Amon Amarth!
  • Romance: Duran Duran, Scorpions, U2, algumas de Bob Dylan, duas ou três de Shaman ou Angra, de Linkin Park ou a banda Huaska, que já comentei numa postagem, são boas pedidas.
  • Suspense: Espere qualquer banda com temática sinfônica ou melódica. Tente Moonspell.
  • Ficção Científica: Bem, experimente Rammstein, Linkin Park, algo no estilo do Industrial Metal, por exemplo. Músicas com temáticas sociais, como é o caso do System of a Down.
  • Horror: Sem exceção, ouça Gothic, Power, Progressive, Black ou qualquer banda com temática sombria. Moonspell, Vader, Powerwolf, Opeth, AC/DC, Black Sabath, Marilyn MansonDesolate Ways... Se mencionar o Capeta ou soar muito satânico, pode ouvir! Ou não, vai depender do nível de horror da história... 
  • Fantasia: Uma ampla variedade aqui, pois é uma vertente quase infinita de possibilidades. Ouça tudo o que já citei acima, dependendo da temática, da trama... 


Bem, é mais ou menos isso... Com o tempo vou postando algumas bandas preferenciais.
Espero que tenham gostado...
Se não gostou, ouve Restart que passa...

Bom dia, boa tarde ou noite (ou madrugada, vai saber)!


Como havia prometido, estou sempre atualizando este blog com coisas legais.


E hoje trago a vocês, que seguem ou visitam este blog, uma coisinha retirada de um Mundo Sem Nome...


O amigo Rochett Tavares, em seu blog, está sorteando aos corajosos um exemplar de seu novo livro, Nefastos (vai por mim, quando eu digo corajoso, é aquele sangue no olho, nervo de aço, que mastiga abelha com goles de soda cáustica!).


Nefastos foi lançado na Confraria Fantástica, no dia 16 de junho de 2012, pela Editora Literata, cumprindo mais uma página da desgraça de nosso mundo e de nossa raça (e deleitando os leitores do horror com muitas coisas nefastas)...


Além do blog, o autor pode ser encontrado no grupo do Facebook, "O mundo sem nome", no Skoob (aproveita e confere as outras obras dele, incluindo a antologia Os Selvagens Cadáveres de Guerra, que tem a participação de Alastair Dias também!) e no Twitter.


Mas, corre logo e confira como participar, se tiver coragem, pois o sorteio não vai ficar esperando você, afinal, XLINS está faminto!



Concurso válido apenas para o blog Zarak, o Monstrinho.





Gostaram do banner?
Espero que sim, pois é a partir dele que dou início a uma coisinha muito interessante.
Sim, meu humilde blog vai premiar um Criativo com um livro autografado de Ana Macedo, Lágrima de Fogo, da Editora Novo Século, além de sortear outro aos seguidores. E tem outro, que também tem dragões, mas tem a ver mais com o nonsense.

Muito, muito foda esta capa!
Lágrima de Fogo conta a história de Annabelle, uma jovem híbrida que cresceu acreditando que era humana; mas tudo muda quando, após descobrir um segredo sobre seu passado, é atacada por um dragão. Annabelle acaba sendo salva por uma criatura semelhante, mas que parece ser feita de pedras preciosas. A criatura revela-se um “Drakenae”, que segundo os contos que rondam os Oito Mundos, é uma linhagem de dragões que podem assumir a forma humana, tida como "nobre" entre todas as criaturas. Mas tudo parece surreal demais, principalmente porque não só este homem e sua raça, mas todo o mundo que ela acreditou conhecer escondem segredos que parecem sair das páginas dos livros que sempre gostou; lendas que a jovem jamais imaginou que pudessem ser reais. [Extraído do blog da autora, sob sua autorização.]


Comprei este livro só pela audácia da capa e do título.
Setembro é uma menina que sonha com aventuras. Quando é convidada por um Vento Verde e um Leopardo para ir ao Reino Encantado, é claro que aceita. (Você não aceitaria?) Mas o Reino Encantado está em tumulto, e vai levar uma menina de doze anos, um dragão que adora livros, e um menino estranho e quase humano chamado Sábado, a derrotar uma Marquesa malvada e restaurar a ordem.  [Extraído do Skoob.]




Mas, como fazer para concorrer aos três livros?
Bem, primeiro, se você quiser tentar o sorteio, siga o blog e boa sorte!
As regras são simples:
  • Siga o blog;
  • Quando chegarmos a 60 seguidores, ocorre o sorteio de A Menina que Navegou ao Reino Encantado (no barco que ela mesma fez);
  • Ao alcançarmos os 100, ocorre o do livro da Ana Macedo.



Mas, digamos que você não quer seguir este blog, o que é compreensível.
Então, a questão é o seguinte:
  • Crie uma frase usando as palavras DRAGÃO, LÁGRIMA, IMAGINAÇÃO e LIVRO;
  • Poste abaixo da postagem original;
  • No dia 30 de junho encerra as inscrições;
  • A frase mais ORIGINAL e CRIATIVA será premiada com o livro Lágrima de Fogo.




E aí?

Vai encarar?

Olá!
Ando meio sumido deste blog, né?
Pois é.

Infelizmente A Fábula Inacabada vai esperar mais um tempinho, sobretudo mediante as reformas necessárias, como acréscimos de cenas e talz.

Mas, como tenho mil livros a escrever, lá vou eu me voltar a outro projeto.
E assim apresento aqui Mundos em Conflito, sequência direta e mais sombria de A Guerra dos Criativos!

Para quem quiser se informar mais sobre o projeto autobiográfico fantástico, é só acessar o blog indicado AQUI ou me seguir pelo Twitter ou na página minha e de meus heterônimos, no Facebook.

Bem, é isso...
Sempre que der, estarei postando aqui, talvez contos, antologias, dicas de livros, filmes, novidades...


Até.


“O unicórnio, através da sua intemperança e incapacidade de se dominar, e devido ao deleite que as donzelas lhe proporcionam, esquece a sua ferocidade e selvajaria. Ele põe de parte a desconfiança, aproxima-se da donzela sentada e adormece no seu regaço. Assim os caçadores conseguem caçá-lo.”
(Leonardo da Vinci)

A jovem descansava sobre a pedra, tendo ambos os seios formosos, ainda com a flor da pureza, tão belos e encantadores, desnudos. Ela cantarolava um hino sobre o amor, despreocupadamente, enquanto suas mãos delicadas eram envolvidos por madeixas sedosas. Seus cabelos dourados, cacheados e longos cobriam-lhe as costas e parte do peito, mas nada que atrapalhasse a visão do par de seios claros e atrativos. Os olhos negros, de um brilho vivo como as estrelas, fitavam um animal que se aproximava timidamente, uma figura curiosa e rara naqueles tempos turbulentos.
Os olhos esmeralda do ser estavam fixos nos seios da donzela, ansiando mamar em cada um deles e aninhar-se nos braços suaves da humana, esquecer-se de tudo o que o cercava e o fazia sempre temer a humanidade.
Medo era algo que não existia naquele momento para a criaturinha rara. Não havia o mínimo sinal de preocupação ou instinto de sobrevivência. Apenas o desejo ilusório e nada mais.
As orelhas, sempre alertas, agora estavam baixas e desavisadas. Cada passo, num trote lento e macio na grama baixa da relva, era arriscado, mas dado com tamanha firmeza que mais parecia um leão, seu cruel predador e inimigo natural, do que o que era realmente.
A camponesa estendeu a mão esquerda, tocando a fronte do animal sagrado, roçando seu chifre tão valioso. Seus dedos delicados afagaram os pelos rasos e sedosos da criatura. Tal gesto fez o belo ser aproximar-se ainda mais, permitindo que a jovem afagasse também a crina longa e sedosa de seu pescoço.
Sentes fome? indagou a donzela, numa voz suave e chamativa. Ou sede?
O belo animal relinchou, batendo o casco na grama com grande euforia, respondendo-lhe precisamente a última pergunta. Em nenhum momento o olhar abandonou o alvo de seu desejo, o motivo de sua aventura arriscada até aquela clareira.
A língua quente do animal tocou a pele clara, delicada e perfumada da virgem, em seu umbigo formoso, fazendo-a arrepiar-se com o contato. Apreciando a lambida em seu ventre, a camponesa subiu a cabeça da criatura sagrada com seus dedos suaves até um de seus seios, sentindo o calor gostoso dos lábios equinos em seu mamilo.
O corpo pequeno do ser selvagem aconchegou-se ao da donzela, aninhando-se completamente nos seus braços. Tudo o que ele queria era obter algum carinho e beijar os seios firmes da jovem, sentir seu desejo natural ser saciado outra vez.
A camponesa emocionou-se por ter nos braços um animal tão belo e raro, que em breve seria sacrificado para saciar a ambição de um caçador. Ela poderia espantá-lo, mas precisava da recompensa para impedir a execução do pai, pois este contraíra uma dívida numa taverna e o valor devia ser coberto pela sua morte ou pelo seu pagamento imediato.
Sabendo que o destino do animal se aproximava, a jovem afagou a criatura dourada enquanto sentia os lábios equinos chuparem-lhe o mamilo esquerdo e a pele do seio, numa sucção tanto gentil quanto forte, prazerosa e dolorosa.
Os olhos esmeralda do animal sagrado cerraram-se, entregando-se ao prazer sublime de beijar tão belo peito virgem. Era o sono da paz, o prólogo da morte que espreitava num enorme galho, da árvore mais alta daquela floresta.
Olhos azuis-metálicos de um homem rude acompanhavam toda a cena, desde a longa espera até o adormecimento embriagado do unicórnio dourado. Com grande cuidado e o mínimo de ruído possível, ele armou um arco, retesando a corda e apontando a seta envenenada para a presa fragilizada e vulnerável. Somente no sono de descanso e distração, quando a guarda estava baixa, é que uma criatura tão veloz e selvagem poderia ser abatida e seu valioso corno poderia ser arrancado e tido como troféu.
Com toda a calma, afinal a caça não se moveria tão cedo, o caçador buscou o melhor ângulo para ferir a bela criatura. A precisão de sua mira era algo que espantava a todos, inclusive a ele mesmo, pois derivava de um feitiço feito por uma fada há muitos anos.
Pense bem antes de fazeres isso, filho! pediu uma mulher belíssima, sentada ao lado do caçador.
Pelos nossos deuses, mãe! assustou-se o homem, fitando a mulher.
Irás mesmo matar um animal sagrado por causa de poder?
O unicórnio dourado é raro e seu chifre, valioso e poderoso, tu bem sabes disso melhor do que qualquer um.
Matar um animal sagrado é um pecado para o qual não há perdão.
A mulher, de um olhar manso e sábio, da cor da rosa, falava docemente na esperança de dobrar o filho. Suas vestes compridas, arroxeadas, criavam um contraste com a sua pele clara, delicada e aveludada e os cabelos brancos como a neve.
O pecado é algo que alguém inventou para nos manter parados, aceitando o que a vida nos deu, mesmo que tudo seja um reles traseiro de cavalo.
Modera a tua língua ao falares comigo, pois ainda sou a tua mãe!
O caçador olhou para ela, ainda vendo a presa aninhada no colo da virgem. Ele não queria que aquela conversa toda atrapalhasse a sua caçada tão perfeita e valiosa, que fora planejada tão cuidadosamente.
Perdoa minha falta de modos, mas eu tenho uma presa para abater falou o filho, fitando o semblante sereno da fada.
Percebendo que era inútil discutir ante a teimosia do caçador, a mulher desapareceu por encantamento, mas a sua voz ainda alertou o filho pela última vez:
Eu te avisei, filho! Prepara-te para pagar o preço pela tua ambição!
Alheio à advertência, o homem voltou seus olhos azuis-metálicos para o unicórnio dourado, mais precisamente ao seu chifre único, no centro da testa.
O chifre do animal sagrado e belo era de diamante cristalino como a água da nascente, e tão duro quanto o coração de um homem dominado pelo ódio. Além dos poderes dados a quaisquer chifres de unicórnios, como a cura, a longevidade e as propriedades afrodisíacas, o corno diamantino realizava qualquer desejo, sobretudo os de riquezas e os de imortalidade.
Outra vez a corda do arco fora esticada, com a seta mortal mirada para a parte mais vital do corpo da caça. Era a hora de abater a presa valiosa.
O dom que recebera ao nascer, um presente de sua mãe, agora lhe era muito mais necessário. Se errasse, perderia a presa.
A jovem acariciava a cabeça do unicórnio, tocando por vezes no chifre diamantino, que lhe roçavam a pele da barriga incomodamente, deixando lágrimas rolarem pelo semblante triste. Ela sabia que a hora fatídica se aproximava.
O belo animal agora sugava suavemente o mamilo da donzela, totalmente envolto no manto do sono e da morte, encantado pela pureza da humana.
Quando a flecha zuniu, cortando  o ar furiosamente, selavam-se os Destinos dos três personagens da caçada cruel. A seta penetrou não apenas o frágil coração do unicórnio, mas também a alma da jovem e a sorte do caçador.
Ao sentir a flecha no interior de seu corpo, o animal sagrado deu um salto, mordiscando o mamilo da donzela, provocando um corte um pouco profundo e um gritinho de dor dela, que afastou-se para trás, levando a mão ao ferimento que sangrava. A criatura, em seguida, trotou algumas vezes, jogando-se de um lado a outro, jorrando sangue rubi através da ferida aberta, chocando-se contra o que conseguia achar, sentindo uma dor imensa e insuportável. Berrava incessantemente.
Os olhos esmeralda do unicórnio fitaram os olhos negros da camponesa, demonstrando toda a dor, todo o ressentimento, toda a fraqueza e todo o arrependimento que sentia. Aquilo machucou mais ainda a alma da jovem humana.
A seguir, a criatura sagrada e rara tombou moribunda, arfando o último oxigênio que seus pulmões suportavam, sentindo tudo arder por dentro. Ofegante, pôde ver botas de couro aproximando-se e algo gélido percorrer-lhe a garganta. Depois, para sempre, apenas as trevas.
Maldito! gritou a donzela, cobrindo o busto com uma manta, estacando o sangue e cobrindo a sua nudez.
O homem limpava o sangue da adaga nos pelos da cabeça do animal abatido, esboçando um grande sorriso de satisfação. Ignorando os insultos da jovem isca, ele cravou a ponta da lâmina ao redor da base do corno da presa, tentando retirar o precioso troféu.
Para! urrou a camponesa, sentindo nojo diante de tanta crueldade.
Cala-te, camponesa! gritou o caçador, impaciente, sem fitá-la.
Tu és um monstro sem alma!
Como ousas? urrou ele, virando-se para a jovem e apontando ameaçadoramente a lâmina a altura de sua garganta.
Mataste um animal sagrado por ambição!
Se eu o matei, é porque tu me ajudaste.
A mão firme do homem puxou o chifre diamantino com toda a força, arrancando-o do crânio, trazendo também músculos, nervos e sangue. A sua força descomunal era outra característica do sangue feérico.
A donzela avançou em direção ao caçador, sem temer a faca que a ameaçava, tentando vingar-se de algum modo, mas tudo o que conseguiu foi ser agarrada pelos cabelos dourados, com grande violência.
Melhor te aquietares, jovem! mandou o homem, falando rudemente. Se pretendes manter-te honrada, vá embora com o teu pagamento!
A camponesa ouviu um saquinho de couro com algumas moedas tilintando em seu interior. O caçador o segurava, com agressividade, na mesma mão que portava o chifre do unicórnio bem próximo ao seu rosto delicado.
Sem escolha, ela pegou a maldita recompensa e saiu o mais rápido que pôde de perto da cena do crime hediondo, desejando apenas que os deuses tivessem compaixão de sua pobre alma pecadora.
Olhando para o chão verde e macio, coberto pelo sangue da criatura pura, o homem pegou o belo chifre.
Finalmente eu tenho-te falou ele, tomado pelo desejo e pela loucura, fitando o corno de tamanho valor e poder.
O brilho que o puro e sagrado diamante produzia era fascinante. Nada em todo o mundo era tão belo, valioso e cobiçado quanto aquele chifre diamantino de unicórnio. Muitos dariam a vida e matariam para poder ter a chance de tocar nele. E agora era seu, apenas seu e de ninguém mais.
Era a hora do caçador fazer seu pedido, algo que há anos buscava recuperar.
Fechando os olhos, retornando aos tempos em que era marido e pai, o caçador relembrou a família que possuía antes da peste negra devastar tudo. Primeiro foram os filhos; com a morte deles, os sonhos dele e da esposa acabaram-se. Não haveria mais como ensinar os filhos a serem pessoas de bem, a cavalgarem pelos bosques, pescar em rios e lagos. A mulher, desesperada, buscou a ajuda da magia dos antigos, sendo presa, torturada e morta pela Inquisição. Desde então, em seu mundo de perdas e amarguras, ele almejou um meio de reencontrar a família, fazer o Anjo da Morte devolver as pessoas que ele tanto amava.
Em suas buscas, conheceu um mago que lhe contou sobre o unicórnio dourado e o seu poderoso chifre. Era daquilo que ele precisava e já havia se passado dez anos desde que iniciou suas andanças de reino em reino, matando outras criaturas, como dragões e cervos brancos, para poder ganhar dinheiro e encontrar a sua valiosa presa.
Ainda de olhos cerrados, o homem fez o seu pedido:
Eu quero reencontrar minha esposa e meus filhos!
O chifre diamantino brilhou intensamente, pronto para realizar o pedido de seu portador.
Quando o caçador pronunciou a última palavra, o seu corpo estremeceu; em seguida, como um saco de farinha trazida do moinho, tombou decapitado. Caindo sobre o gramado já embebedado de sangue sagrado, ambas as partes do corpo regaram ainda mais o lugar, agora amaldiçoado.
Finalmente, o homem encontraria a sua família.
Segurando uma espada recurva, a figura com o rosto coberto por um capuz negro e empoeirado, de longas vestes em um mesmo tom de cor, olhava o corpo sem vida. Sem hesitar, o misterioso carrasco pegou o chifre de diamante, tirando-o da mão firme do morto.
Após limpar a lâmina escura nas roupas da vítima, ele montou em um horrendo cavalo negro como as trevas e partiu para o interior da floresta, carregando consigo o grande prêmio.


NOTA: Conto integrante da antologia Se7e Visões - Ambição.

NOTA: A criatura aqui apresentada é presente na heráldica medieval, sendo, portanto, uma criação baseada num símbolo. Infelizmente, em minha busca por imagens para compor o Bestiário Numiariano e ilustrar esta postagem, não encontrei a figura. As imagens aqui usadas apenas servem de ilustração, sem qualquer vínculo com a criatura apresentada.


Criaturas híbridas, potentes, cuspidoras de fogo e predadoras cruéis, os dracogrifos representam o ápice da cadeia alimentar, pois nem mesmo um dragão de grande porte ousa confrontá-los.
O Jaguadarte possui uma aparência
muito similar ao dracogrifo.
Quando um Roc se une a um dragão, nascem descendentes híbridos, chocados em ovos que medem até trinta centímetros de diâmetro e cinquenta de altura, num ninho com até quinze filhotes. Tendem a viver em pequenos bandos, em montanhas altas, nebulosas, ocultos em cavernas. Observa-se nesse habitat que os dracogrifos machos são poligâmicos, acasalando-se com cinco ou sete fêmeas em períodos de procriação. As fêmeas cuidam dos ovos, que se chocam em quatro meses, e dos filhotes até que estes aprendam a voar.
Dragões costumam ser ariscos, temperamento herdado
pelos dracogrifos.
Um espécime desta raça mede de nove a quinze metros de comprimento, com uma cauda que costuma ter mais de um terço do tamanho do corpo, podendo dar ao exemplar assustadores vinte metros ou mais; o macho tende a ser maior e mais robusto do que a fêmea. A sua estrutura física lembra a de um grifo ou hipogrifo, porém em proporções gigantescas e dragontinas: a parte traseira se assemelha a de um dragão montanhês, com garras recurvas como a de uma ave de rapina, dorso com escamas salientes; cauda potente, com a forma de um chicote coberto por escamas sobressalentes, lentamente afinada até findar numa ponta com dois pares de esporas ósseas. A parte dianteira se assemelha a de uma ave de caça, ou de um Roc, tendência observada em grifos e afins, contudo mais reptiliana, com penas longas, plumagem pouco abundante, ora em coloração branca, preta ou acinzentada, ou prateada, nos machos, ora em tons azulados, esverdeados e arroxeadas, com traços de cores acinzetadas, nas fêmeas; possui pescoço um pouco alongado, com escamas e penachos, com poucas saliências que se alinham no dorso todo, porém menos notáveis por serem menores — emboras as escamas sejam retráteis, servindo de recurso para conquistar parceiros sexuais e intimidar rivais ou concorrentes de caças. A cabeça é semelhante a de um lagarto, porém com características aquilinas, ou seja, olhos acinzentados e em fendas verticais, penas no topo na cabeça, como se observa nos Roc, formando uma crista resistente, e o focinho com a estrutura de ave quanto ao formato, parecido com um bico cheio de dentes. As asas, que tendem a ter quase o tamanho da fera, quando envergadas, de uma ponta a outra, possuem semelhanças com as de um dragão, entretanto toda recoberta de escamas duras, que lembram escamas, com dois poderosos dedos que podem servir de apoio para se locomover ou escalar.
Saphira possui poucas características
que são vistas num dracogrifo.
Um dracogrifo é um animal selvagem e indomável, sendo considerado um ato estúpido e suicida alguém tentar se aproximar de um indivíduo ou do grupo, seja por descuido ou por escolha.
Por seu tamanho e força, os Roc sempre foram
ameaças a marinheiros e viajantes.

EXTRA: Dracogrifos são citados em A Guerra dos Criativos - Livro I: Recrutamento e Destruição.

"Quando chegamos ao ponto marcado, ouvi um som gutural que ecoou por longos segundos entre as serras e colinas.
— O que foi isso? — perguntei, virando-me para trás.
Na colina em que estava Marlus uma enorme criatura negra estava surgindo. Primeiro surgiu parte da cabeça e do pescoço alongado; a seguir vieram as garras colossais, que o ajudaram o corpanzil a emergir. Segundos depois apareceram enormes asas reptilianas com algumas penas largas e compridas.
— O que é aquilo?
Minha voz soou trêmula.
— Um dracogrifo — respondeu Zarak, a voz preocupada.
Foi inevitável não pensar no Jaguadarte criado por Lewis Carroll ao enxergar um monstro tão magnífico, sobretudo quando cuspiu uma imensa labareda avermelhada e me encarou.
— Eu... eu... não posso...
— Claro que pode! — exclamou o monstrinho.
— Ele é... imenso... Isto é loucura!
O dracogrifo estava quase todo emerso, salivando lava, atrás de seu criador macabro. Ele sozinho já seria suficiente para vencer qualquer criatura minha; apenas ele acabaria com um exército que eu viesse a criar!
— Vou desistir — falei, fitando meu amigo.
— E decepcionar a sua Capitã?!
Aquilo me fez hesitar.
Foi um erro.
A criatura híbrida voou baixinho sobre nós, roçando a ponta afiada de sua cauda a quatro metros de mim.
— Ei! — reclamou meu Pajem.
Notei um sorriso perverso no rosto de meu oponente.
Crie qualquer coisa, Alec! — gritou Zarak.
Pensei imediatamente num dragão vermelho, com escamas salientes — e quase tão grande quanto o dracogrifo. No instante que o fiz, para meu assombro, a criatura que eu imaginei surgiu em minha frente, urrando.
A fera criada por Marlus deu outro voo rasante e agarrou meu dragão recém-criado pelo pescoço, erguendo-o. Minha criação berrou e bateu suas asas, tentando se livrar do inimigo, porém a violência do ataque o fez virar pó vermelho.
Vixe! — exclamou o monstrinho.
A cena me apavorou ainda mais. Nunca antes imaginei uma criação minha ser destruída.
Enquanto eu me comportava como um bobalhão, o outro Comandante criava mais seres iguais ao primeiro, todos negros e monstruosos. Só percebi aquilo por que meu Pajem me alertou.
— Você precisa criar algo mais forte!
— Criar o quê?! Aquelas coisas são...
— Alec, o Criativo é você, oras!"

Olá, amigos, leitores, seguidores ou visitantes!
Perdoem-me a grande ausência neste blog, mas os deveres de revisor, pseudoescritor e desorganizador do Pulp Brazil me consomem tempo.
Hoje venho postar uma coisa que foge um pouco das temáticas do blog, mas que merece meu respeito e minha admiração: HUASKA!
Mas, a menos que você seja um roqueiro ligado nas coisas nacionais ou tenha clicado no link, deve estar se perguntando o que vem a ser Huaska, certo?
Assim diz a Wikipédia:


"Huaska é uma banda brasileira de rock alternativo radicada em São Paulo, São Paulo. É formada por Rafael Moromizato (voz), Alessandro Manso (violão/guitarra), Carlos Milhomem (guitarra), Caio Veloso (bateria) e Júlio Mucci (baixo). A banda foi formada em 2002 na cidade de São Paulo, com a ideia de tocar rock pesado em português com sonoridade brasileira. Seu estilo característico, que combina new metal, hardcore e metal com gêneros brasileiros, como o samba e a bossa nova, foi batizado por um jornalista de Minas Gerais como "Bossa Metal", termo que a banda passou a adotar.[1] Suas maiores influências, segundo Rafael Moromizato, são "Faith no More, Deftones, Nirvana, Korn, Radiohead, Pixies, João Gilberto, Cartola, Vinícius de Moraes e Tom Jobim".

Conheci a banda, que conta com 38 músicas até o momento no Letras, nas tuitadas da vida, acabando por ser OBRIGADO pela minha curiosidade a baixar o álbum Samba de Preto, de 2012, que a própria disponibilizou para baixar. TRÊS tentativas depois consegui a façanha. Ouvi e estranhei!
Estou acostumado com bandas nacionais no estilo de Angra, Shaman, Thalion e Ecliptyka, por exemplo, e pego uma que mantém a raiz nacional! Muito espanto, não?
Após me acostumar com a tal Bossa Metal dos caras, com todos aqueles acordes pesados, samba, bossa nova e MPB, vi o quão magnífica é a banda.
Recomendado!
Baixem o novo álbum, Samba de Preto, e ouçam, pois as músicas são boas, cheias de poesia, de encanto, de nacionalidade. E comprem também os álbuns anteriores (preciso fazer isso urgente), pois vale a pena!
Visite o site da banda e saiba mais.
Ou siga-os no Twitter.
Mas, deixe-me comentar alguns pontos:

  • Na minha humilde opinião, as músicas Avoar, Foi-se, Ainda não acabou e Chega de Saudade (sim, eles fizeram uma versão do clássico de Moraes e Jobim, cara!!!) são as melhores. Ouça-as primeiro!
  • A música que dá título ao álbum, Samba de Preto, tem a participação de Elza Soares (desculpa, mas não curto os trabalhos dela, mas ficou fodástica a música assim mesmo).
  • O que significa Huaska?
Bem, fica a dica!
Forte abraço!



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