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Oi!


 Há quanto tempo não posto algo sobre a saga, não?


Pois é... Andei meio ausente da escrita dos livros e a preguiça de digitar os já escritos me dominou. 

Acho que somente ano que vem agora.

Mas, para provar que estou a mil nesta jornada, trago a vocês, que me ajudaram a chegar a 17 000 visitas e a um ano seguido de postagens, que visitou, comentou, deu uma espiadinha, uma notícia muito bacana.

A partir do mês que vem, por um mês, estará disponível para a sua apreciação o primeiro livro da saga, Pedras Elfo-Fádicas.


Para quem sempre ouviu falar da saga e nunca soube o que é, esta será a chance de conhecer um pouco a trama que começou modesta e ganhou dimensões colossais em minha mente.

 
Portanto, a partir de novembro, fiquem ligados neste blog!


Abraços.

Lá pelo ano de 2002 surgiu uma versão de um clássico de H. G. Wells e da ficção científica, A Máquina do Tempo.
A aventura me surpreendeu pelas criaturas (já mencionei que gosto de filmes com seres fantásticos e civilizações que beiram o primitivo?), pela trama de viagem no tempo e por ter uma moral (algo que no livro encontrei com maior profundidade).
Elementos steampunk, fantasia científica, aventura e ação. Tudo ali, bem colocado (sempre achei este filme curto, não sei o por quê). Atente às cenas em que aparecem a lua fragmentada por causa da besteira de colonizá-la; uma priva da ganância humana.
Por fim, vemos a evolução humana tomando dois rumos. No filme não fica explicado o motivo, mas no livro você pode entender o motivo. É uma seleção natural, acredite.
Morlock

Eloi
Bem, fica aqui a dica e a revelação de uma de minhas muitas inspirações.

Hoje vou apresentar outra parceria (na verdade é um apadrinhamento de minha parte).
Vamos deixar que a moça se apresente:


Meu nome é Bruna Denise, nascida a 21 de junho no município de Codó, Maranhão. Tenho três irmãos, duas garotas, Ana Beatriz e Júlia, e um garotão, João. Sempre fui apaixonada pela leitura, e foi isso que me fez começar a escrever.
Esta moça de sorriso bonito é muito criativa.
Meus primeiros textos são apenas escritos sobre situações ou sentimentos, alguns meus; outros, de amigos. E aos 15 anos criei meu primeiro romance, jamais publicado, que apelidei de Coisas de Adolescente. Depois disso não parei mais; criar histórias e personagens é meu hobby.
Há alguns meses adicionei à minha lista de criações a história O Lobo, e com o romance nasceu também meu primeiro blog, CRIse!
A história de O Lobo surgiu, na verdade, há dois anos. No aniversário do meu melhor amigo – que hoje também é meu namorado – eu não soube o que dar de presente e criei um conto dedicado a ele. Quando ele leu o conto me deu a ideia de criar um romance daquela história. Escrevi treze capítulos, mas precisei parar por um tempo, e acabei perdendo o romance original. Só voltei a trabalhar no romance este ano.
Nesse meio tempo escrevi outros dois romances, que continuam guardados. Além disso, continuei escrevendo textos e pequenos contos.
Pretendo concluir O Lobo e continuar trabalhando na saga Passiflore, que tenho divulgado também no blog CRIse!, e, é claro, publicar as duas obras e as tantas outras que ainda irei escrever.

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Para quem quer saber como a conheci, pode clicar aqui.



Atendendo ao meu pedido, ela fez um conto bem legal.



A dádiva da feiticeira
Bruna Frazão


Era uma velha feiticeira levada como prisioneira do rei. Usava um vestido amarelado pela poeira da estrada e trazia preso ao pescoço um cordão de prata de onde pendia uma pedra redonda e alaranjada.
Permaneceu calada durante toda a viagem, os braços atados com cordas e as pernas presas por correntes de ferro, sentada num canto da gaiola, recostada às grades, esperando pacientemente sem o mais leve traço de incômodo. E por isso mesmo provocava calafrios aos soldados que a escoltavam, até mesmo ao capitão da caravana que consistia em doze homens armados e duas carroças – uma carregada de mantimentos e outra trazendo a gaiola onde mantinham a Loreta presa.
Ao chegar ao castelo, aproveitando-se do pavor que inspirava aos que a capturaram, Loreta exigiu uma audiência com o rei. Mas ali, na Corte, onde sua fama não era conhecida, foi informada de que Vossa Majestade não tinha tempo para suas lamúrias e então foi trancafiada nas masmorras à espera de sua execução.
Somente três dias depois teve uma oportunidade de vingança, quando o príncipe herdeiro, por curiosidade, caminhava pelas masmorras. Quando Argos viu aquela velha encolhida nos fundos de sua cela úmida e fétida sentiu pena e pediu que o deixassem estar com ela por alguns minutos.
Soltou-lhe as correntes dos pés, pediu que lhe trouxessem água, comida e roupas limpas e garantiu que pediria clemência ao pai ao que a velha prontamente recusou.
Loreta, vendo a bondade no coração de Argos, desistiu de vingar-se e ao invés disto deu-lhe, como presente de gratidão, a corrente de prata em seu pescoço, tomando o cuidado de alertá-lo.
– Esta pedra lhe garante a eternidade – ela disse. – Mas jamais diga isto a ninguém, nem mesmo ao seu vassalo mais fiel, nem mesmo ao seu melhor conselheiro.
Na noite seguinte, a velha Loreta foi queimada em praça pública, e desde então o príncipe guardou o seu segredo, embora trouxesse sempre a corrente com a pedra alaranjada presa a seu pescoço.
E então o tempo passou, o príncipe tornou-se rei, e vendo-se apaixonado por uma jovem famosa por sua beleza tomou-a por esposa, cargo que esta ocupou com orgulho e não por amor. Era por dever que Jane se deitava todos os dias com o seu rei, alimentando sua presunção com a paixão cada vez maior de Argos por ela. E foi em uma destas noites que ela lhe questionou sobre a única joia a qual ele jamais abandonava.
Cego pela paixão, Argos contou-lhe tudo o que aconteceu na cela da feiticeira, e tudo o que ela lhe dissera. Jane esperou durante algumas semanas, até que Argos tivesse esquecido a noite em que se deixara levar e revelara seu segredo, e então enquanto o rei dormia arrancou a corrente de seu pescoço e guardou-a entre as suas joias pessoais.
Na noite seguinte, quando ele a questionou sobre a corrente, a rainha garantiu que não a vira desde a manhã anterior, e o assunto acabou sendo esquecido outra vez pelo rei.
Em uma bela manhã, Argos despertou com o brilho do sol através das cortinas, e ao procurar sua amada acabou descobrindo-a caída junto à penteadeira.
Ajoelhou ao seu lado, tomou-a nos braços. Apesar da palidez, ela ainda trazia a beleza em sua face, seus longos cabelos negros emolduravam seu rosto de marfim e seus lábios, ainda rosados, pareciam prestes a sussurrar o seu nome mais uma vez. A corrente estava presa em seu pescoço, a pedra alaranjada pousava sobre seu coração.
Cheio de arrependimento e culpa rei Argos recusou-se a queimá-la, como rezava sua tradição. Ordenou que lhe fizessem um caixão de vidro que instalou em seus aposentos para que sempre se recusasse do mal que fizera à sua amada rainha por desobedecer aos conselhos de Loreta. E para seu espanto a beleza de Jane resistiu ao tempo, e para sempre ela conservará a aparência que tivera em seu último dia de vida.

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A obra "A Fábula Inacabada" de Alec Silva foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.
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